O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a elevar o tom contra críticas vindas dos Estados Unidos e afirmou que uma eventual manifestação de apoio do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não alteraria o resultado das eleições presidenciais de 2026. A declaração foi feita durante a convenção nacional do PDT, que oficializou apoio à candidatura de reeleição de Lula.
Durante o discurso, Lula afirmou que não vê problema caso Rubio decida apoiar seu adversário político.
“Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar meu adversário, que venha, que monte um comitê. Porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia neste país.”
O presidente também voltou a defender a soberania brasileira e criticou políticos que, segundo ele, buscam apoio de governos estrangeiros para pressionar o Brasil. Sem citar nomes diretamente, Lula afirmou que existem “traidores” que recorrem aos Estados Unidos para pedir punições contra o país e defendeu que os brasileiros resolvam seus próprios desafios políticos por meio das instituições e do voto popular.
As declarações ocorreram poucos dias após o aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, motivadas pela decisão do governo norte-americano de impor novas tarifas sobre parte das exportações brasileiras e por críticas públicas de Marco Rubio à condução da política econômica do governo Lula.
O episódio também reacendeu o debate sobre a participação de autoridades estrangeiras nas discussões envolvendo o cenário político brasileiro. Enquanto aliados do governo classificam qualquer tentativa de influência externa como afronta à soberania nacional, integrantes da oposição sustentam que críticas internacionais refletem preocupações com o ambiente institucional do país.
Com o início da corrida eleitoral de 2026, temas ligados às relações entre Brasil e Estados Unidos, liberdade de expressão e política externa tendem a permanecer entre os principais assuntos do debate público, especialmente diante do aumento das manifestações de autoridades dos dois países sobre questões internas brasileiras.









