7 de agosto de 2026
Em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro apresentou nesta sexta-feira (7) parte de sua visão para a economia brasileira durante um encontro com cerca de 50 empresários e comerciantes.
Um dos principais temas discutidos foi a reforma tributária aprovada pelo Congresso em 2023. Empresários da região manifestaram preocupação com os possíveis efeitos do novo sistema sobre suas empresas e também sobre a arrecadação municipal.
Diante das preocupações apresentadas, Flávio voltou a defender uma revisão do modelo tributário. O candidato já havia sinalizado que, em um eventual governo, pretende interromper a implementação do novo sistema para reavaliar suas regras.
A proposta coloca no centro do debate uma questão essencial para qualquer sociedade livre: como construir um sistema de impostos capaz de financiar o Estado sem sufocar quem produz, investe e gera empregos?
Críticas ao governo Lula
Durante a conversa, Flávio também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo participantes do encontro, o senador afirmou que Lula já teve três mandatos para melhorar os indicadores do país e que não conseguiria realizar essa transformação em um eventual quarto governo.
Flávio apresentou, em contraste, a promessa de conduzir um governo que classificou como “moderno” e voltado para o futuro.
A ideia de modernização, entretanto, vai além de um slogan eleitoral. Para uma economia que pretende crescer de forma sustentável, o desafio está em transformar discurso em instituições eficientes, regras previsíveis, liberdade para empreender e responsabilidade na utilização dos recursos públicos.
São Paulo no centro da disputa
A agenda em São Caetano do Sul integra a estratégia da campanha de ampliar a presença de Flávio em São Paulo, estado que concentra o maior eleitorado brasileiro e é considerado estratégico para a eleição presidencial.
O encontro contou também com a participação do prefeito Tite Campanella, de secretários, vereadores, do deputado estadual Thiago Auricchio e do senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho aponta um cenário de equilíbrio entre Flávio e Lula no primeiro turno em São Paulo: 34% das intenções de voto para Flávio contra 30% para Lula, dentro da margem de erro. Em uma simulação de segundo turno, o levantamento registra 40% para Flávio e 35% para Lula.
O debate que interessa ao cidadão
Mais do que a disputa entre nomes, a eleição presidencial coloca diante dos brasileiros diferentes concepções sobre o papel do Estado e os caminhos para o desenvolvimento nacional.
A discussão sobre impostos, gastos públicos, liberdade econômica e eficiência administrativa não pertence apenas aos candidatos ou aos empresários. Ela afeta diretamente quem trabalha, empreende, consome e paga impostos.
É nesse espaço, entre a promessa política e a realidade econômica, que o eleitor deverá avaliar quais propostas são capazes de transformar a promessa de um “Brasil do futuro” em instituições mais eficientes, maior liberdade econômica e melhores oportunidades para a população.









