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Márcio Canella é preso após PF encontrar fuzil irregular durante operação contra esquema bilionário

O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, pré-candidato ao Senado e presidente estadual do União Brasil no Rio de Janeiro, foi preso nesta terça-feira (7) durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A prisão ocorreu por porte ilegal de arma de fogo, após os agentes encontrarem um fuzil calibre .556 em situação irregular dentro de um veículo pertencente ao político.

Canella era alvo de um mandado de busca e apreensão no âmbito da investigação, mas acabou preso em flagrante em razão da arma localizada durante o cumprimento da ordem judicial. Segundo a Polícia Federal, o armamento estava armazenado de forma irregular no interior do automóvel.

A operação também teve como alvo Marcus Amim, ex-secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ao todo, a PF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça ainda determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

Durante as diligências, os agentes apreenderam um arsenal composto por pistolas, um fuzil de cano curto, carregadores e munições, além de dinheiro em espécie, em reais e dólares, relógios de luxo e veículos de alto padrão, entre eles uma Mercedes-AMG G63, um sedã da BYD e um Toyota Corolla.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos por meio de empresas do setor de combustíveis. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) embasa parte das apurações. Segundo os investigadores, a estrutura criminosa contaria com a participação de agentes públicos e utilizaria empresas como fachada para ocultar recursos de origem ilícita.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros delitos que venham a ser identificados ao longo do avanço das investigações.

A Operação Unha e Carne foi iniciada em dezembro de 2025 para apurar o vazamento de informações sigilosas relacionadas a ações policiais contra o Comando Vermelho. Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Federal ampliou o foco do inquérito e passou a investigar uma suposta rede de proteção ao crime organizado, envolvendo agentes públicos, parlamentares, integrantes do Judiciário e operadores financeiros.

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